Canudos em 1897. Fotografia de Flávio de Barros, fotógrafo do Exército. A GUERRA DE CANUDOS
Uma das maiores revoltas camponesas do continente foi a de Canudos. Tratava-se de uma revolta social contra o latifúndio e a República Velha dominada pelos coronéis. Canudos era uma espécie de comunidade alternativa. A maneira de ver as coisas não era a política, era religiosa. Antônio Conselheiro, líder de Canudos, dizia que suas atitudes estavam guiadas pelo retorno eminente do Messias, de Jesus Cristo. Movimentos de protesto social dos pobres, que assumem uma linguagem e uma visão religiosa, recebem o nome de messiânicos. Expedições policiais foram enviadas à região. Canudos se defendeu do jeito do povo: montando ciladas e emboscadas, usando a tática de guerrilha. Finalmente, em 1897, o exército enviou 8 mil homens, acompanhados por canhões. Foi um massacre. Milhares de pessoas foram trucidadas pelo exército.
(Fonte: SCHMIDT, Mário. Nova História Crítica. São Paulo: Nova Geração, 2005. Cap. 41 – A República Velha, p. 497-8)

